Agradeço a Deus em viver no Brasil, um país diversificado pelas etnias que aqui prosperaram e um país que respeita as raças e credos. Esta frase não é de toda ufana, mas também não retrata uma pequena minoria que teima em rotular e criar “verdades insanas” em nome de uma verdade que eles, e somente eles, enxergam...
A censura, carro chefe da ditadura, ficou apenas nos livros de história e nos documentários da Cultura (até que rimou, hahaha). Tudo bem, vários censores de óculos de fundo - de - garrafa se aposentaram precocemente, colocaram os chinelos e passeiam por Copacabana, ou por alguma chácara do interior, ou por qualquer outro bairro de classe média de uma metrópole brasileira. Hoje simples desconhecidos, mas algozes da criatividade num passado próximo.
Há mais de cem anos, as noticias podiam demorar cerca de um mês para chegarem ao nosso país, e outros três para serem publicadas, se não fossem de suma importância. Isso porque vinham de navio. Hoje, a noticia chega quase de forma instantânea. Basta ter uma conexão de internet e acessar qualquer agência de noticia ou twitter, etc.
Atualmente o sensacionalismo e os interesses de certos grupos prejudicam a divulgação de importantes noticias, mas elas não deixam de ser publicadas. Porém, habilmente são levadas ao esquecimento. Neste caso, a briga é outra.
Mas, e estas centenas de milhares de blogs, microblogs, páginas da web que possuem conteúdo duvidoso? Que se qualificam como o “Farol de Alexandria” do fim dos tempos. E os e-mails que recebemos diariamente sobre histórias mirabolantes ou assuntos capciosos dados como verdade por muitas pessoas?
Caro leitor, eu tenho as minhas crenças. Como cidadão e religioso devo respeitar as que diferem das minhas, e se possível, aprender um pouco com elas. Devo honrar essa liberdade concedida a cada um, e apenas, quando for permitido, apontar as distorções cometidas.
O que leva a minha insatisfação deslizar sobre as letras é que pessoas estão fazendo o uso indevido da liberdade de expressão.
Alguns sites e e-mails publicaram uma notícia com o título “A Pedofilia do Hamas”, a qual se refere ao casamento de crianças de seis anos com membros da facção radical Islâmica. Utilizaram fotos e imagens da agência Reuters, e o texto em inglês de uma matéria do Jornal New York Times (acessado pelo link disponível) dizendo que o conteúdo em inglês tratava sobre o assunto.
Recebi a matéria por e-mail. Sem ter algo de importante para fazer, este blogueiro foi verificar a veracidade da notícia. Fiquei surpreso, pois não se tratava de nada do que tinha lido. A notícia publicada no jornal americano era sobre o casamento dos membros do Hamas, mas com noivas desconhecidas, maiores, promovida pela própria facção, e que as fotos das crianças ditas "noivas" eram apenas das das damas de honra.
Imaginem só, uma mentira espalhada aos sete ventos, torna-se verdade. Não estou aqui defendendo o Hamas, pois este é um grupo extremista que distorce os ensinamentos do Corão em nome de um Deus de violência. Assim como o Tanach e a Biblia, o Corão é um livro possui ideiais elevados.
Não acredito que sites como o “Pulpito Cristão” e o “mídia sem máscara”, tenham criado esta noticia, mas lhe faltaram a responsabilidade de confirmarem a fonte. Algo que é martelado nas faculdades de jornalismo, que por sua vez é tão obvio.
Por essa irresponsabilidade, geraram um grande desconforto, pois, por total imprudência acabaram rotulando o Islamismo como uma doutrina que degenera as pessoas. Além disso, incitou vários comentários preconceituosos, ofensas proferidas pelos dois lados, e por fim mais ódio, o que é contra os princípios do do próprio cristianismo.
Os defensores da liberdade de crença reclamaram arduamente, e os obrigaram a retratarem os erros cometidos em suas publicações para, enfim, restabelecer um pouco a ordem. Eu fui um deles, mandei uma enxurrada de mensagens.
Agora, quantos sites e e-mails dizem dezenas de "verdades" incomprovadas, de notícias falaciosas? Que dão voltas em explicações mirabolantes e não saem do lugar? Que ao invés de ajudar elevando o ser humano, apenas quer denegri-lo? Sejamos responsáveis, não aceitemos tudo que nos dizem como a única verdade. Façamos um esforço e busquemos a nossa.
A verdade é algo relativo, está atrelada na forma que cada um observa os fatos, por isso as diferenças entre as religiões, a cada uma não deixará de estar certa em seus princípios. Não vamos cair no jargão de que “a primeira impressão é a que fica”, podemos comenter enganos, e muito feios.
O que eu pretendo dizer com este texto é que nós somos responsáveis por tudo que dizemos, postamos, ou melhor, publicamos. Impropriedades publicadas mesmo "sem querer" gera preconceito. O preconceito é ódio, e o ódio sempre é uma estrada de duas vias, uma que vai e a outra que retorna.
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